Jean-Baptiste Malet

As Aliança Francesas do Brasil, com apoio do Prix Albert Londres, recebem em setembro no Brasil o jornalista e autor francês Jean-Baptiste Malet.

Palestra e exibição do documentário, segunda feira, 02 de setembro às 10h00 no auditório da Facamp. Entrada gratuita e aberta a todos.

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Jean-Baptiste Malet

Nasceu em 1987 em Toulon. Jornalista investigativo, é colaborador do jornal Le Monde Diplomatique. Escreveu vários livros e documentários, incluindo uma reportagem polêmica sobre a gigante Amazon (En Amazonie, Fayard, 2013) que provocou muitas discussões sobre a precariedade das condições de trabalho dos funcionários da empresa americana. Sua recente investigação sobre a geopolítica da pasta industrial de tomate (O império do ouro vermelho, Fayard, 2017), traduzida em vários idiomas, foi recompensada com o Prêmio do Livro Albert-Londres em 2018. Ele lançou o documentário O império do ouro vermelho um ano depois, em 2018.

Trajetória profissional

Começou sua carreira como jornalista em 2007, com investigações para o jornal satírico Le Ravi, da região de Provence-Alpes-Côte d’Azur. Publicou seu primeiro livre, Atrás das linhas do Front, sobre o partido francês Front National, em 2011. De 2008 a 2014, escreveu para Charlie Hebdo, L’Humanité, Golias Hebdo, Regards, Témoignage chrétien, Rue89, Bakchich.

Em novembro de 2012, Jean-Baptiste Malet se candidatou a uma vaga como trabalhador interino no centro logístico da Amazon em Montélimar, para descobrir o funcionamento da multinacional e contornar a proibição de falar à imprensa a que os trabalhadores da Amazon estão sujeitos pelas suas regras. A partir dos vários encontros e testes de recrutamento propostos pela agência temporária Adecco, a investigação Em Amazonie é realizada durante um mês em Montélimar. A história descreve as condições de trabalho de muitos trabalhadores temporários. Para o jornal Le Monde: “Além dessas condições de trabalho degradantes e infantilizantes, o autor coloca essa experiência no contexto econômico da crise do mercado de trabalho, onde proliferam os contratos precários.”

Em 2016, Jean-Baptiste Malet começou a se interessar pelo “business” da espiritualidade ao publicar no Le Monde Diplomatique uma investigação sobre a mania pelo guru indiano Mata Amritanandamayi, mais conhecido como Amma.

Em 2018, ele publicou “Antroposofia, esoterismo multinacional discreto”, uma investigação sobre a corrente espiritual com “riscos de excessos sectários” fundada pelo ocultista austríaco Rudolf Steiner. Depois, publica uma investigação sobre Pierre Rabhi intitulada “O sistema de Pierre Rabhi”.

Premiações

En Amazonie: Prix lycéen du livre d’économie et de sciences sociales 2014.
O império do ouro vermelho: Prix « Mange, Livre!» 2017; Prix Albert-Londres 2018.

O império do ouro vermelho

Livro

L’Empire de l’or rouge

Jean-Baptiste Malet Fayard, 2017
Prix Albert Londres 2018

O que você come quando abre uma lata de concentrado, coloca ketchup no prato ou corta uma pizza? Tomates industriais. Processados em fábricas, embalados em barris de concentrado, eles circulam de um continente para outro. Toda a humanidade os consome, mas ninguém os vê. Onde, como e por quem esses tomates são cultivados e colhidos?

Buscando as respostas para essas perguntas, Jean-Baptiste Malet viajou dos confins da China à Itália, da Califórnia a Gana, em uma investigação única e original que durou dois anos. Conheceu comerciantes, colhedores, empreiteiros, camponeses, geneticistas, fabricantes de máquinas, um “general” chinês e até mesmo integrantes da máfia para comprovar que o tomate, mais que apenas uma matéria-prima, é uma síntese da economia mundial. O império do ouro vermelho nos fala sobre o capitalismo globalizado. Esta é a história secreta de uma mercadoria universal.

Documentário

L’Empire de l’or rouge

Jean-Baptiste Malet
Little Big Story / France 2, 2018

Fruta para o botânico, vegetal para o oficial da alfândega, barril para o comerciante. Em menos de um século, os tomates se tornaram um alimento básico para a humanidade. Processados na fábrica, embalados em um barril de concentrado, esses tomates circulam de um continente para outro. Para contar a espetacular difusão universal desse tomate que todo mundo consome, precisava de um afresco global. O vermelho de molho e ketchup – pizza e hambúrguer – nos conta uma história pouco conhecida do capitalismo agroindustrial que acaba por estar nas origens da globalização: dos catadores uigures de Xinjiang, na China, aos magnatas do tomate da Califórnia. Dos industriais italianos aos produtores africanos, a história da indústria do tomate e sua divisão internacional do trabalho contemporâneo nos oferecem uma narrativa inesperada que expõe a complexidade do nosso mundo.

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Informações:

2 de Setembro  – 10h00

Auditório da Facamp:

 Av. Alan Turing, 805 – Cidade Universitária, Campinas – SP, 13083-898