PRIX PHOTO ALIANÇA FRANCESA 2019 - Ganhadores

O Prix Photo Aliança Francesa é um concurso nacional de fotografia aberto a todas e todos, profissionais e amadores. Através de temas da atualidade, um eco das grandes questões de nosso tempo, desejamos valorizar propostas artísticas originais, experimentais, sejam abstratas ou documentais, e que ofereçam um olhar diferenciado. Uma exposição será apresentada após o resultado do concurso na Galeria da Aliança Francesa do Rio de Janeiro e seguirá em turnê pelas Alianças Francesas e seus parceiros em todo o Brasil.

“Estamos assistindo à reafirmação das fronteiras, que nunca chegaram a desparecer”, Michel Foucher, geógrafo e diplomata francês.

O tema selecionado para a edição de 2019 foi “Fronteiras”. A França possui sua maior fronteira terrestre justamente com o Brasil. Trata-se, aqui, da fronteira na sua acepção mais tradicional, como limite, marco ou linha divisória entre dois países. Uma linha, a princípio, invisível, resultado de tratados internacionais, que, no entanto, vem ganhando materialidade em certas regiões do mundo, como o ilustra o polêmico muro erguido entre o México e os Estados Unidos. A fronteira pode ser percebida, igualmente, como ponto de contato, de trocas ou, até mesmo, de fusão com o outro, com o que é diferente, com a alteridade. Em sentindo mais amplo, a fronteira pode, também, remeter à ideia de descoberta, de exploração e de inovação. A proposta do concurso consiste em debruçar-se sobre esse conceito que admite múltiplas acepções, perspectivas e traduções imagéticas.

O RESULTADO

1° lugar: “A Sobrevivência dos Vagalumes”, de Osmar Gonçalves dos Reis Filho.

2° lugar: “Tempo Presente” de Kitty Paranaguá.

Prêmio júri popular: “Olhar Fronteiriço”, de Giuliana Mota de Mesquita.

Menção honrosa: “Favelicidade”, de Luiz Baltar.

“A Sobrevivência dos Vagalumes”, de Osmar Gonçalves dos Reis Filho.

NOTA DO JÚRI

O tema selecionado para essa edição foram as fronteiras. A fronteira pode ser percebida em diversas camadas: desde a sua concepção mais tradicional, como limite, marco ou linha divisória entre dois países, ou como ponto de contato, de trocas e, até mesmo, de fusão com o outro, com o que é diferente, com a alteridade. Em sentindo mais amplo, a fronteira pode, também, remeter à ideia de descoberta, de exploração e de inovação.

O resultado do concurso apresenta como primeiro lugar do júri oficial o ensaio “A Sobrevivência dos Vagalumes”, de Osmar Gonçalves dos Reis Filho (Fortaleza, CE), que discute os limites das fronteiras nas ruas de cidades da América Latina, fotografadas à noite. Segundo o autor, “me surpreendo com o grande número de ambulantes povoando as praças, ocupando as calçadas, disputando cada centímetro vago nas esquinas. Envoltos na penumbra, eles emergem como vagalumes, como pequenos seres luminescentes, erráticos que, por meio de seus gestos nômades, afirmam outros modos de compreensão da cidade, outras formas de viver e praticar o espaço urbano.” Unanimidade entre os jurados, o ensaio ressalta que os ambulantes surgem como forças de resistência diante dos projetos de urbanização atuais, marcados pela gentrificação, pela assepsia e espetacularização dos espaços.

O segundo lugar do júri oficial, o ensaio “Tempo Presente” de Kitty Paranaguá (Rio de Janeiro, RJ), traz à tona uma visão poética do tema. Segundo a autora, “o foco do projeto é o embate homem, arquitetura, fronteira, natu-reza e todo o drama e a poesia que envolvem esta luta.” As consequências das mudanças climáticas, fruto da intervenção do homem sobre a natureza, criam uma metáfora com a realidade dos dias de hoje, quando as fronteiras se tornam cada vez mais tênues.

“Tempo Presente” de Kitty Paranaguá.

Além dos dois primeiros colocados, destacou-se o ensaio “Favelicidade”, de Luiz Baltar (Rio de Janeiro, RJ), ao qual foi conferida uma menção honrosa. O fotógrafo documenta a construção das paisagens, sociais e políticas, fundamentadas em memórias pessoais e coletivas do cotidiano das favelas do Rio de Janeiro e “as fronteiras invisíveis de uma cidade partida”.

O prêmio do júri popular foi concedido à Giuliana Mota de Mesquita (Nova Friburgo, RJ), pelo ensaio “Olhar Fronteiriço”.

Parabéns a todos!

Nota do Júri oficial – Prix Photo AF 2019

Eugênio Sávio, Jefferson Mello, João Kulcsár, Katia Chalita e Marina Alves.

“Favelicidade”, de Luiz Baltar.

OS PRÊMIOS

Os prêmios para os três vencedores são:

1° lugar: Viagem com acompanhante para Paris

2° lugar: Fim de semana para duas pessoas no Santa Teresa Hotel RJ MGallery

Prêmio júri popular: Bolsa de um semestre na Aliança Francesa